
Ainda sinto o teu cheiro no meu corpo. Ainda tenho as marcas do teu desejo em mim. Ainda lembro o teu corpo fervendo de tesão e quando fecho os olhos relembro os momentos da noite anterior e sinto as mesmas sensações de ansiedade, paixão, e desejo que me invadiram naquela madrugada fria. O seu corpo desenhado se encaixando ao meu e seus grunhidos de macho mexeram tanto comigo como o depois do ato, em que você adormeceu no meu seio nu na escuridão daquele quarto e no silêncio de tantas coisas a serem ditas. Sim havia um limite. Foi mal, mas eu ultrapassei. Passar a noite entrelaçada à você, acariciando-lhe ao som daquelas músicas me confirmaram que é isso eu quero. Não quero ter de esperar pra você voltar. Não tenho mais condições de também não agüentar esperar e ir atrás de você. Não quero mais viver esse monólogo. Odeio sua falta de sensibilidade, odeio seu carinho contido, odeio essa amizade colorida, odeio não poder te ligar quando meu coração aperta, odeio, principalmente, o fato deu saber que não há esperança que faça isso mudar. Chega de brincar de ser homem e fingir que me entregar a você sem compromisso é moderno. Não há nada de moderno nas intenções que tenho com você.
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