
O sábado chegou e contei os minutos para vê-lo naquela hora de tarde, como havíamos combinado. Iríamos ficar próximos por no máximo 20 minutos. Mas como a sábia loira disse, o pouco com você já me alegra, me preenche, o que é um erro eu sei. Esperei pra sentir teu cheiro, pra receber aquele senhor abraço e sentir você molhar meus lábios. A hora veio e eu senti o cheiro, recebi um meio abraço e nem vi sinal do seu hálito junto ao meu. Algo estava estranho, você estava estranho. Nossa conversa foi mecânica e assustadora como era naquele começo distante. A decepção veio e não agüentei esconder as lágrimas que vieram logo depois que você saiu. Eu precisava extravasar aquela angústia. Por isso, juntei aqueles que me dão força e pedi pra que fôssemos naquele kazebre. Ficar num local escuro e escutar música alta até zunir os ouvidos eram tudo que eu precisava. Conforme a hora passava eu sentia mais vontade de falar com você. Mandei aquela mensagem esperando uma resposta legal. A resposta veio, e não foi nada legal. Desabafando com "aquela pra todas as horas" eu tive que aceitar, a muito custo, a nossa situação. As palavras dela seguiam na direção de que não adianta em qual válvula de escape eu me agarre, a dor de não te ter continuaria a andar comigo. Por isso seria necessário enfrentar essa mesma dor de frente. Deixar que ela me invada e que avassale meu coração. Assim com o tempo eu nem a sinta mais, já que toda dor já foi sofrida, todo falta sentida e toda lágrima chorada. Não sei se estou pronta pra isto, pois ainda te espero, ainda ficarei pelos próximos dias esperando alguma mensagem no início das madrugadas e ainda farei questão de pensar em você o tempo todo. Mas enquanto não acontece deu criar forças pra enfrentar a dor do que quer que seja, fico me apoiando em alguma coisa. Afinal, largar as muletas e aprender a andar sozinha está um pouco difícil ainda.